Quando falamos de meditação, o primeiro pensamento é geralmente a redução do stress ou a tranquilidade mental. Menos conhecido é o facto de a prática regular de meditação ter também um efeito mensurável no funcionamento do sistema imunitário – e isso é hoje confirmado por investigações científicas sérias.
A relação entre stress e sistema imunitário
O stress crónico é um dos fatores mais destrutivos para o sistema imunitário. Os níveis permanentemente elevados de cortisol suprimem a resposta inflamatória, reduzem a atividade das células natural killer (NK) e abrandam a cicatrização. Isso significa que uma pessoa cronicamente stressada não se sente apenas pior – fica genuinamente mais doente.
O que mostram as investigações?
Um estudo de revisão de 2016, publicado nos Annals of the New York Academy of Sciences, analisou os resultados de 20 ensaios controlados. A conclusão: as intervenções baseadas em mindfulness aumentaram significativamente a contagem de linfócitos T CD4+ – as células imunitárias que coordenam a resposta defensiva do organismo.
Noutro ensaio realizado pela Universidade do Wisconsin, foram medidos os níveis de anticorpos dos participantes antes e depois da vacinação contra a gripe. Aqueles que seguiram um programa de treino de meditação durante 8 semanas apresentaram níveis de anticorpos significativamente mais elevados do que os membros do grupo de controlo.
Os telómeros e o envelhecimento
Estudos baseados nas investigações sobre telómeros de Elizabeth Blackburn, galardoada com o Prémio Nobel, demonstraram que a meditação regular abranda o encurtamento dos telómeros – a medida do envelhecimento ao nível celular. As células dos meditantes apresentam-se biologicamente mais jovens do que as de quem não medita.
Inflamação e mindfulness
A inflamação crónica de baixo grau está na origem de muitas doenças – doenças cardíacas, diabetes, depressão. A meditação mindfulness reduz a atividade do NF-κB, uma molécula de sinalização inflamatória que é o "interruptor" dos genes inflamatórios. Esta relação foi comprovada pelos investigadores da Universidade Carnegie Mellon em 2013.
Quanto tempo é necessário meditar?
A boa notícia é que não são necessárias horas de prática em retiro. Com base nas investigações:
- 10 a 20 minutos diários – alterações imunológicas mensuráveis em 4 a 8 semanas
- Programa MBSR de 8 semanas – o efeito mais bem documentado
- A regularidade é mais importante do que a duração – 10 minutos diários são mais eficazes do que uma hora por semana
Como começar?
Não é necessário embarcar imediatamente num programa de 8 semanas. Comece com a meditação matinal de 7 minutos – apresentada anteriormente neste blog – e aumente gradualmente a duração. O sistema imunitário ficará grato.
Importante: A meditação é um complemento, não um substituto do tratamento médico. Em caso de doença, consulte o seu médico.
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